quinta-feira, 19 de março de 2009

Casamento X Filhos










Recentemente a Gazeta do Povo,uns dos principais jornais aqui de Curitiba, publicou uma matéria muito legal sobre casamento e filhos. Muitos casamentos balançam com a chegada dos pimpolhos. É preciso ter muito equilíbrio (cá entre nós, eu não tenho muito!) para não surtar! Mas também é legal saber que não estamos sós. Muita gente enfrenta o mesmo tipo de situação. Cooperação e companheismo são as principais armas para salvar o casamento em momentos de crise. Vejam aqui a matéria na íntegra:


O novo desafio

Publicado em 22/02/2009 | ADRIANA CZELUSNIAK - ADRIANACZ@GAZETADOPOVO.COM.BR

A chegada de Luana, há um mês, não foi planejada pela estudante Janice Mayumi Park Toda e por Alexandre Nitch Nader da Rocha, ambos de 23 anos. Muito bem-vinda, a menina causou uma revolução na vida dos dois. “A gente estudava e trabalhava o dia inteiro. Até pensávamos em morar juntos ou casar, mas não tínhamos definido nada”, conta Janice. A família, que está morando com a mãe dela, deve se mudar para a própria casa em breve.

Mesmo tendo chegado até o quarto ano do curso de Psicologia, a estudante diz que vai abandonar a faculdade e que não pretende trabalhar tão cedo. “Passei em um concurso e deveria começar a trabalhar em quatro meses, mas ela ainda vai ser muito novinha”, diz.
Como o namorado continua estudando e trabalhando, é Janice quem mais se dedica à filha, dia e noite. “Eu já ouvi dizer que essa é uma fase muito difícil para o casal, mas acho que não vamos ter problemas. Somos muito amigos e ele tem bastante interesse em me ajudar. Só não cuida dela durante a noite porque está cansado e porque ainda estou amamentando”, diz.

Segundo a psicóloga sistêmica familiar Tatiana Centurion, Janice e Alexandre estão no caminho certo mas, como ainda vão passar a morar juntos, devem estar atentos às novas dificuldades. “Quando ainda não há a vivência de casal, a divisão das tarefas da casa e a rotina do dia-a-dia, a adaptação é ainda mais complexa porque já se inicia com um terceiro componente”, afirma. A solução? Dedicação não só para a criança, mas para os dois. “Assim que acaba o período da chamada quarentena já tem que voltar o olhar para a relação e cuidar também um do outro. Se o casal vai bem, a família se mantém”, diz.


O amor não é para principiantes

A chegada de um bebê pode provocar um verdadeiro rebuliço na vida do casal e trazer à tona problemas que estavam adormecidos


As alterações físicas e psíquicas, as noites maldormidas, o pouco tempo para dedicar ao outro e a falta de um “manual de instrução” são algumas das reclamações daqueles que acabaram de se tornar pais. Os conflitos entre o casal também aumentam assustadoramente. Mais de 90% de pais e mães disseram que brigaram mais após a chegada do filho e ao menos 20% deles se separaram antes de a criança completar um ano. O número é apontado por pesquisas norte-americanas, mas se estende para todos os lares em que há de se conciliar casamento, trabalho e filhos.

Apesar de estar no centro da confusão, o filho está longe de ser o verdadeiro responsável pelas crises conjugais. Geralmente os problemas antigos tornam-se insustentáveis quando somados às dificuldades e pressões da nova configuração familiar.

A psicóloga Desirée Cassado, mestranda em Análise do Comportamento pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Terapia Sistêmica de Casal e Família, explica que o que leva aos desentendimentos é, principalmente, a necessidade de mudar o comportamento. “A reorganização é dolorosa e estressante. Se faz necessária uma capacidade de adaptação, pois mulher e homem – mãe e pai – têm de aprender a ser uma nova pessoa. O despreparo e a falta de comunicação os deixa nervosos, assim surgem as brigas e mágoas”, diz. Para tentar reverter esse quadro, Desirée aponta uma receita antiga, porém eficaz: o diálogo. “O importante é conseguir conversar, sem se agredir. E lembrar que quando me caso, não é só para ser feliz, mas para fazer o outro feliz. Ou então o casamento se torna um reinado com dois reis – e acaba em guerra”, afirma.


Roteiro de um casamento

Os profissionais consultados pelo Viver Bem apontam alguns comportamentos que interferem na harmonia da vida conjugal, do início do relacionamento até a hora em que os filhos saem de casa.

Planejamento

Não dá para esperar o casamento para começar a planejar o futuro da vida a dois. Desde o namoro, conversem sobre as expectativas de cada um para tentar descobrir quais os pensamentos e atitudes do seu parceito. Quando houver diferenças, o ideal é discuti-las e entrar em um acordo, isso deve ajudar a diminuir o peso de possíveis desilusões.

Imprevistos

Reconheçam que mudanças irão acontecer ao longo dos diversos ciclos do relacionamento. Quando se passa a morar junto ou acontece o nascimento de um filho, as prioridades mudam, assim como a rotina. Também será preciso desistir de alguns hábitos, mas procurem não abrir mão de todos, preservando, assim, a individualidade.

Colaboração

O período pós-parto costuma ser difícil para a mulher, mas é cada vez mais comum homens também apresentarem sintomas de estresse e depressão. Para diminuir a sensação de exclusão que os pais sentem e ajudá-los a se aproximar dos filhos, é preciso que as mães cedam espaço e não sejam tão críticas. Lembrem-se: a criança pode sobreviver com uma fralda torta ou tendo um macarrão instantâneo para jantar de vez em quando.

Privacidade

Não é porque vocês se sentem culpados por estarem ausentes na vida do filho que podem deixá-lo dormir na cama do casal. Procurem reservar esse espaço para namorar, conversar ou simplesmente estar junto. Mas nada de ficar só falando nas contas que vão vencer ou na escola das crianças, este deve ser um momento para a reaproximação e para resgatar a admiração que pode ter se perdido.

Tempo a sós

Ao longo da vida novos papéis acabam se somando: o de estudantes, trabalhadores, cônjuges e pais, por exemplo. Por mais que possa haver cobrança para o desempenho nos outros papéis, procurem preservar algum tempo para a vida conjugal. Vale aquela saída para ir ao cinema, dançar, jantar ou uma viagem. Só é preciso tomar cuidado para que os passeios não se tornem uma obrigação, algo que se cumpre mecanicamente.

Individualidade

Procurem não abandonar todos os projetos pessoais e sociais como hobbies, hábitos, amizades, estudo ou profissão para assumir a criação dos filhos. Essa ainda é uma atitude comum, especialmente entre as mulheres. Mas tão importante quanto a dedicação ao filho é a dedicação a si mesmo. Pais realizados como indivíduos são mais saudáveis para a criança do que aqueles que se esgotam na criação dos filhos. A melhor maneira de ajudar um filho a crescer é estar também em crescimento, no ambiente familiar e fora dele.

Companhia

Enfrentem as adversidades sem deixar de investir na relação. Se o casal soube permanecer junto ao longo dos anos, o momento do ninho vazio pode até ser agradável. Quando os filhos se tornam mais independentes do casal, cabe a cada um tentar resgatar o que lhe atraiu no outro e procurar novas surpresas. O corpo, as ideias e a vitalidade podem não ser mais os mesmos, mas a experiência pode ter tornado o companheiro ainda mais interessante. E agora há tempo e disponibilidade para descobrir. (AC)

A arte de criar os filhos e continuar casado

Se o casamento resiste aos anos, chega-se ao segundo momento crítico. Aquele lindo bebezinho chorão já estuda, trabalha e resolve sair de casa. Alívio para os pais? Nem sempre. O ninho vazio faz com que pai e mãe se voltem um para o outro e esse reencontro pode ser fatal. Segundo a psicóloga e doutora em Psicologia do Desenvolvimento Rosa Mariotto, as pessoas que mais sofrem com essa fase são aquelas abriram mão de profissão e vida própria em função dos filhos. “A mulher se dedica aos filhos, à família e à casa. Quando esses filhos se vão, o que lhe resta? Angústia. A família realiza a mulher, é claro, mas não totalmente. É preciso haver espaço para o lado sexual, social e profissional”, diz. O fato de o casal se tornar muito paternal é um agravante. “Ele a chama de mãe e ela o chama de pai. Aí vão abandonando a feminilidade e a virilidade”, diz. De acordo com Rosa, é preciso estar atento a essas modificações e reconhecer momentos de atrito, além de não depositar no filho toda a expectativa de felicidade.

A psicóloga Sandra Moreira de Oliveira, professora do Núcleo de Atendimento à Pessoa Idosa (Napi), da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), conta que é comum marido e mulher não se conhecerem mais depois de muito tempo juntos. “O problema é fingir que não está acontecendo nada. Tem que se perguntar se há a disposição para investir no casal. Se a relação não está boa, não adianta sair com as amigas, fazer um curso, começar a fumar ou qualquer outra coisa. Você empurra o problema pela porta e ele volta pela janela e as consequências são problemas psicológicos, físicos, agressões mútuas, vícios”, afirma.

Achar que a grama do vizinho é mais verde, que a geladeira é melhor e que o casamento é mais apaixonado na casa ao lado também é comum. “É preciso lembrar-se que o mundo não é ideal, que a felicidade depende do que queremos, do que estamos dispostos a fazer e que o segredo da vida é adaptação”, diz.

Nova fase

Adaptação é algo que a professora aposentada Aleaci Teresinha de Souza, 59 anos, aprendeu bem. No início do casamento com Ezequiel, 61, ela só tinha tempo para os filhos e a vida conjugal ficava de lado. “Quando as nossas duas filhas saíram de casa ficou um vazio. Mas os filhos fazem o que fizemos com nossos pais, é a lei da vida e temos que aceitar”, diz. Aleaci conta que eles superaram a fase rapidamente e passaram a fazer mais coisas juntos – e separados. Enquanto ele tem o pessoal com quem joga baralho e pesca, ela tem o chá com as amigas e o grupo de orações. “O casamento ficou melhor ainda por que não temos que nos preocupar tanto com as filhas. Temos nossa liberdade, passeamos, jantamos fora e viajamos”, conta. E se elas resolvem não aparecer nem para o almoço de domingo, o casal não reclama e nem pensa duas vezes, vai almoçar fora. “Elas até estranham. Quando viajam perguntam se eu não vou chorar por estarem longe. Eu fico é feliz por elas estarem curtindo bem a vida”, afirma. E parte para aproveitar a dela. (AC)

Serviço:

Psicólogas Desirée Cassado (15) 3211-5961 e desiree@terapiacc.com.br, Rosa Mariotto (41) 3324-2432, Sandra Moreira de Oliveira (41) 3232-4087 e Tatiana Centurion (41) 3019-9553. Núcleo de Atenção à Pessoa Idosa (NAPI) (41) 3271-2367. Agradecimento: Patricia Tiyemi (http:// fotolog.terra.com.br/patriciatng).

Fonte: Jornal Gazeta do Povo, Caderno Viver Bem de 22/02/2009

quarta-feira, 4 de março de 2009

Posição do bebê no carrinho de passeio pode interferir no desenvolvimento linguístico.

Passear com bebês em carrinhos de passeio posicionados de costas para o condutor pode apresentar efeitos negativos no desenvolvimento da linguagem dos bebês? Professores britânicos observaram uma redução das habilidades linguísticas de muitas crianças, e alguns deles perceberam que a posição de uso dos carrinhos pode ser um dos fatores responsáveis.

Talvez haja sentido nesta hipótese. Bebês que são conduzidos de costas não conseguem ver o rosto do condutor, logo, não podem interagir com ele. Numa cidade cheia de ruídos, o bebê pode ter dificuldade de perceber a voz de seu tutor falando com ele.

A neurociência mostra que o desenvolvimento cerebral acontece mais rápido do nascimento aos 3 anos de idade que em qualquer outro período de nossas vidas e esta interação social promove um tipo de desenvolvimento neurológico. Então, se os bebês passarem tempo considerável posicionados de frente nos carrinhos de passeio, podem ter impedimentos em seus desenvolvimentos linguísticos?

Uma equipe do Britain’s National Literacy Trust analis etudou esta questão. Nenhum tipo de pesquisa do gênero havida sido realizada anteriormente e os carrinhos de passeio britânicos nem sempre posicionam a criança de costas para o condutor. No século 19 os carrinhos eram projetados de modo que o condutor e o bebê ficavam frente a frente. Em 1960 carrinhos dobráveis emergiram no mercado, com sua engenharia comprometida causaram a modificação na posição de uso. 

Observamos 2.700 famílias com crianças passeando por importantes ruas em cidades e vilarejos britânicos. Percebemos que a maiorias das crianças eram conduzidas de costas para o condutor e que os bebês não demonstravam interesse em interagir socialmente. Nesta posição, observou-se que 11% dos condutores interagiam com os bebês enquanto houve 25% de casos de interações nas situações onde os bebês eram posicionados de frente para o condutor e mais ainda entre aqueles que carregavam os bebês nos braços ou caminhava com eles. 

Não seria o caso de que as pessoas que utilizavam carrinhos voltados de frente para o condutor seriam mais falantes? Provavelmente não. Num estudo seguinte, foram dadas a 20 mães e bebês, entre 9 a 24 meses, a chance de testar os dois tipos de carrinhos e suas conversas foram gravadas. Num intervalo de 15 minutos, as mães falaram com seus bebês 2 vezes mais e também riram mais. Consequentemente os bebês riram mais também.

É claro que bebês não ficam o dia todo no carrinho, mas evidencias levam a crer que eles facilmente passam várias horas do dia neles. Pesquisas confirmaram que o vocabulário das crianças é desenvolvido quase que totalmente através de conversas que os pais têm com elas. Quando o condutor do carrinho não pode ver as coisas que chamam a atenção da criança, uma valiosa oportunidade de interação é desperdiçada.

Nosso estudo foi um estudo preliminar a fim de levantar questões e buscar respostas. Ficou claro que pesquisas sobre os efeitos relacionados ao design dos carrinhos de passeio serão de grande importância.

Entretanto, as conclusões já nos incentivou a repensar nas experiências dos bebês em seus passeios de carrinhos (e outras formas de transporte como assentos para carro, cadeirinhas de supermercado e slings). Os pais não precisam ficar preocupados com isso, mas sim curiosos sobre os elementos que despertam a atenção de seus filhos nos ambientes. A principal mensagem desta pesquisa é simples: Converse com seu bebê sempre que você tiver chance (independente da posição que ele fica no carrinho de passeio). 

A parte dos fabricantes de carrinhos é ter em mente o quanto os seus produtos contribuem para a o desenvolvimento e formação dascrianças. Vamos dar um prêmio para o primeiro que produzir um carrinho desmontável e prático, que possibilite as duas posições de uso (e que seja acessível para todos os pais).

M. Suzanne Zeedyk is a senior lecturer in developmental psychology at the University of Dundee.

Fonte: nytimes.com

E já que o assunto é carrinho de passeio, vamos falar de inovações e moda. A sensação entre os pais americanos mais descolados são os carrinhos de passeio da Kensintgton Pram. O carrinho possui um estilo clássico e é feito manualmente. As rodas e o corpo são destacáveis e o chassis é dobrável. O carrinho é puro charme, mas não é nada prático e o preço assusta qualquer pai: USD$ 3.295,00. 

Para os pais que gostam de coisas modernas e design hi-tech a novidade é o carrinho de passeio da Wiegen da Design Studio Worrell. Segundo o fabricante, o Wiegen (berço em alemão) nasceu como um grito de alerta ao mercado ultrapassado e sem graça que

cria produtos em série, sem preocupar-se em atender as necessidades dos pais nos dias de hoje. O produto ganhou bronze no prêmio IDEA International Design Excellence Awards de 2008.
Mais informações no site www.worrell.com/design/wiegen



Assista aqui o vídeo sobre o produto:


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E por último, o carrinho que mais gostamos, o Stokke Xplory Stroller. O carrinho é tudo de bom, a gente está desconfiado que foi projetado pelo Macguiver. Algumas features do produto: 

• Acento elevado ajustável: (permite que o bebê fique pertinho da gente);
• Rodinha frontal rotativa: Facilita a condução do carrinho;
• Possui apenas 3 rodas;
• É a prova d'agua;
• Posição do bebê de frente para o condutor (Isso é jóia!)

O carrinho vem com bolsa, mantinha, mosquiteiro e capa de chuva. Se transforma em berço, cadeirinha e tem mais um monte de outros recursos legais entre acessórios e funções. 

Preço médio: USD$ 799.00

Fica aqui um videozinho para quem quiser ver tudo em prática:

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